Pilotar moto faz bem para o cérebro e rejuvenesce

Pilotar moto faz bem para o cérebro e rejuvenesce
O alto nível de atenção que a atividade exige seria um dos motivos.
Texto: Adriana Bernardino
(25-06-09) – Aquela sensação de jovialidade que você sente ao pilotar uma motocicleta não é coisa da sua cabeça. Ou melhor, é. De acordo com estudo realizado pelo neurocientista japonês Ryuta Kawashima – conhecido por criar o jogo “Brain Training”, da Nintendo DS – pilotos de motocicletas se mantêm mais jovens que os motoristas de automóveis. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Tohoku em colaboração com a Yamaha Motor.
A explicação para isso, segundo Kawashima, é que guiar sobre duas rodas exige mais do cérebro. “Pilotar uma moto requer alto nível de atenção”, declarou o neurocientista. “O cérebro e o corpo acabam relaxando em ambientes cômodos e com poucos desafios. Quem pilota motos envelhece com mais inteligência”.
O estudo foi realizado com 22 homens, entre 40 e 50 anos, que não pilotavam moto nos últimos 10 anos. Divididos em dois grupos, metade dos voluntários voltou a pilotar moto todos os dias, enquanto a outra metade continuou dirigindo carros. “Os voluntários que pilotaram motos tiveram melhores resultados nos testes de função cognitiva”, disse o neurocientista. No teste de recordar um conjunto de números de trás para frente, por exemplo, o grupo que pilotou motos foi 50% melhor.
O reflexo da direção de motos também foi estudado no dia a dia do grupo pesquisado. Os motociclistas tiveram menos erros no trabalho e revelaram se sentir mais felizes.
Kawashima disse estar feliz com o resultado da pesquisa. “É bom saber que podemos melhorar a saúde mental simplesmente usando uma moto para se locomover”.
De acordo com a pesquisa acima, devemos continuar o que estamos fazendo: pegar a estrada o máximo de vezes possível! O resultado? Deixa-se para trás, além do asfalto, o alemão e o inglês. Um se chama Aloysius Alzheimer e o outro James Parkinson.
QUARTA-FEIRA: NOITE DA “BRUSCHETTA”
Bruschetta é um antepasto italiano feito à base pão, que tem a sua origem na Itália central aproximadamente no século XV, que é tostado em grelha com azeite e depois esfregado com alho. Há diversas variações, sendo bastante conhecida a bruschetta de tomate, que leva, por cima da fatia de pão, tomates e manjericão.
Bruschetta vem do verbo no dialeto Romano “bruscare” que significa “tostar sobre carvão”

Quarta-feira à noite teremos na HDPOINT diversos tipos de bruschetta para serem saboreadas, acompanhadas de uma boa cerveja uruguaia ou vinho. Chame seus amigos e venha confraternizar conosco.
Para saborear estes diversos tipos de bruschettas será cobrado R$ 10,00 por pessoa.
Ligue (47) 3360-7408 e confirme a sua presença.
PORQUE BCBW?
Tudo começou quando fizemos um churrasco na “Calçada da Fama” da HDPoint para recepcionar um pessoal de ITAPIRA/SP que vinham de Punta del Este no Uruguai. Estes, para retribuir a nossa receptividade, iriam fazer um churrasco lá, mas na realidade fizeram um evento! O evento era para proprietários de motocicletas DAQUELA MARCA e esse detalhe foi utilizado no nome do encontro. Isso gerou alguns protestos, pois os advogados da mesma, disseram que o nome DAQUELA MARCA não poderia ser usado em eventos não organizados por ela, talvez porque não gostam de propaganda grátis.
Enfim, quando resolvemos fazer outro evento na sequência, a resolução de NÃO USAR O NOME DAQUELA MARCA no título foi unânime. Por isso do Balneário Camboriú Bike Weekend – BCBW.
Também queremos esclarecer que no post abaixo o nome “CGzeiros” foi usado preconceituosamente por quem estava fazendo a fofoca. Nós não temos nada contra quem usa CGs e nem contra a própria motocicleta, pois certamente a grande maioria de proprietários de motocicletas DAQUELA MARCA já teve uma CG e garanto que dela tem boas memórias.
É isso, o 1º BCBW já está dando o que falar…certeza de que, com a participação dos inscritos e a experiência e empenho da comissão organizadora, se tornará brevemente um dos Eventos de Moto-Turismo referenciais em SC.
Notícias do BCBW – Sucesso na distribuição de flyers em alguns eventos realizados no País!
No último final de semana (19 e 20/06), estivemos divulgando e promovendo o evento 1º BCBW com grande sucesso em 3 localidades diferentes:
- Em Porto Murtinho/MS, nosso amigo de Campo Grande/MS, Fábio da El Camino, fez a divulgação com grande sucesso e, apesar de algumas fofocas tentarem dizer tratar-se de um evento de “CGzeiros” os nossos amigos sabem que jamais teríamos essa iniciativa, tanto que as inscrições não param de crescer!
Evidente que trata-se de um evento da mais alta qualidade, voltado ao moto-turismo, com motocicletas de grande cilindrada.
- Igualmente em Fraiburgo/SC, onde participamos do Moto-Maçã, realizado pelo nosso amigo Jackson, a divulgação foi um sucesso, sendo que vários amigos que lá estiveram já se inscreveram para o evento.
- Em Florianópolis/SC, estivemos presentes na Auto-Boss, do nosso amigo André Boss, saboreando uma deliciosa feijoada. Foi também divulgado o nosso evento, que igualmente teve excepcional aceitação.
É isso…. o 1° BCBW já trilha o caminho do sucesso!!!!
Na próxima semana, mais notícias…aguardem!
FEIJOADA EM FLORIPA
VIAGEM A FRAIBURGO – MOTO CASAIS
Dyna Super Glide Customizada
Clique na imagem para ver num tamanho maior.
Um cliente nosso nos propôs deixar a sua Dyna Super Glide zero km com uma cara mais “bandida”.
Com trabalhos de pintura, somados a busca e instalação de acessórios, está aí o resultado. Uma customização realizada pela HDPoint na qual o aspecto cosmético resultou numa motocicleta diferenciada e ao gosto do cliente. A isso foi adicionado um aumento de desempenho mediante a instalação de um conjunto de escapamento/filtro de ar; tudo feito de maneira a não modificar os aspectos básicos da construção da moto, visando manter a confiança e a segurança de um conjunto mecânico original de fábrica!
Clique aqui para ver as fases, desde a desmontagem até a finalização.
Se tiver que explicar você não vai entender
Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada. Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela “ducha” de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso. Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os
automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.
Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; “air bags”, barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros. ..) sem ter que gritar e assim por diante.
Intrigante personagem, esse tal de motociclista.
Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.
Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida.
Esquisito…
Prestei mais atenção e descobri que eles frequentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto.
Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia.
Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente.
Muito esquisito…
Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se “ganhar a estrada” sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto. Mudei a minha vida…
Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.
Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer.
Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos.
Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.
Quem sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.
Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista) , vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.
O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.
Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que
importa é a filosofia envolvida.
Hoje, minha garupa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio,
mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.
Quem sabe ganharemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.
Fernando Drummond






